Seu título não vale de nada

E as empresas também não se importam com isso

Posted by Phillipe Soares on June 20, 2019 · 25 mins read

Sinceramente? Não me interessa se você é Assistente, Analista, Gestor, Diretor ou o que quer que seja o seu título. E as empresas também não se importam com isso.

No último mês fiz diversas entrevistas e todas que consegui avançar, ninguém queria saber qual o meu último cargo.

Até porque hoje em dia é difícil para mim dizer o que eu sou baseado num título.

Professor?
Empreendedor?
Copywriter?
Analista de Requisitos?
Redator?
Analista de Mídias Sociais?
Assistente Administrativo?
Analista Financeiro?
Artista?

O que eu sou?

Eu não sei o que eu sou, mas eu sei bem quem eu sou.

Eu sou uma pessoa que busca fazer sentido nas coisas. Busco aprender com cada desafio que aparece a minha frente e quero me conectar com as pessoas.

Como eu faço isso?

Existem bilhares de ferramentas.

Eu uso a comunicação, sendo ela falada ou escrita (como essa aqui).

Partindo de quem eu sou em vez de dizer o que eu sou, eu entendi o que as empresas, sejam elas maduras ou startups procuram:

Resolver Problemas

Não sei se parece óbvio para você, mas resolver problemas vai além de apenas colocar no currículo as empresas que você passou, as atividades que desempenhou e os cursos que você fez.

Isso é o mínimo.

O que eu quero dizer em resolver problemas é quais projetos você atuou, o que você enxergou e qual a sua contribuição.

Se você usou Metodologia Ágil, o PMBOK ou Design Thinking, é secundário (e importante, vale frisar).

Na palestra que dei pelo Nerdzao no Elo7 Tech eu apresentei 3 problemas que as empresas buscam resolver.

Inovação, Escalabilidade de Negócios e Gestão de Pessoas

Esses 3 itens foram os que mais apareceram. E aquelas empresas que não souberam dizer ou informar o problema que querem resolver, são as que estão mais apanhando nesses quesitos.

É mais ou menos assim que funciona:

A empresa quer contratar e existe milhares de candidatos.

Praticamente nenhum candidato se coloca como resolvedor de problemas, mas como um seguidor de processos.

Não está errado, pelo contrário.

Só que não é isso que vai resolver o real problema que as empresas do século XXI tem.

Pense num ItaúNubank, @Google, @Facebook, @Microsof, @Amazon, entre outras grandes.

O que elas sofrem hoje para resolver?

Inovação, Escalabilidade e Gestão de Pessoas.
E olha que eu nem entrei a fundo na análise.

Agora como você, eu, nós vamos resolver esses problemas?

Sim, chegamos no ponto que a formação, experiência, conteúdo técnico é importantíssimo.

Sem saber desenvolver uma plataforma web, usar ferramentas de gestão de processos ou outras ferramentas que estão na moda como o Design Thinking, não vamos conseguir dissolver os grandes problemas em pequenos e muito menos resolvê-los.

O seu título não importa nos dias de hoje.

E como qualquer título, o que você aprendeu com ele é que tem real significado.

Num ambiente de startup, por exemplo, nos meetups como o do Nerdzão ou tantos outros que existem por ai, é super natural a pessoa se apresentar assim:

Eu sou desenvolvedor/a de software front-end e trabalho na empresa X

Desenvolvedor/a de Software é o título.
A empresa é outro título.

Se você não tem experiência e está começando agora no mercado de trabalho, o que você resolveu durante a época de faculdade, na escola ou em casa? Há sempre algo muito importante que mostra quem e não o que você é.

Nesse exemplo acima eu faria de outra forma:

Eu melhoro a apresentação digital das empresas usando CSS, HTML e JavaScript. Hoje faço isso na Empresa X e atuo como Desenvolver/a de Software.

A ordem dos fatores altera o resultado.

Quem você é?
E não o que você é!

Você acha que essa forma de se apresentar (resolvendo problemas) pode te ajudar numa recolocação ou mesmo numa promoção?

Vou adorar ler aqui nos comentários sobre ;)

Cheers,
Phillipe, Transformador de Aprendizados.